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Mayhem (8 de outubro – Teatro Odisséia)

14612583_1035502909892121_4479696140820774932_o(Foto: Be Magic Produções / Gabrielle Eccard)

Setlist: Funeral Fog / Freezing Moon / Cursed in Eternity / Pagan Fears / Life Eternal / From the Dark Past / Buried by Time and Dust / De Mysteriis Dom Sathanas

Encore: Deathcrush / Chainsaw Gutsfuck / Pure Fucking Armageddon

As ruas estreitas e os casarões da Lapa fervem em um dos sábados mais quentes de outubro. Mas o Teatro Odisséia estava esfumaçado e gélido para receber o Mayhem, a mais famosa, importante e influente banda da história do black metal.

O show foi antológico. As músicas do álbum De Mysteriis Dom Sathanas executadas em sequência, com um público embasbacado e uma banda que parecia não pausar para respirar. Foi mais curto que as apresentações das turnês anteriores do Mayhem – a banda tocava uma média de 15 músicas na Black Metal Warfare de 2015 contra as 11 atuais – mas intenso e cheio de grandes momentos.

O Mayhem surgiu em 1984 como uma dissidência norueguesa do que era feito de mais tosco e furioso no heavy metal até então. Suas primeiras demos e EP traziam influências do metal extremo do Bathory e Hellhammer. Com De Mysteriis Dom Sathanas (1994), fincou a pedra fundamental do black metal em meio ao período mais controverso do gênero, incluindo assassinatos, suicídios, queimas de igreja e a implosão do grupo.

Desde 2004, com a volta do vocalista Attila Csihar, a formação do Mayhem se estabilizou com os sobreviventes dessa fase inicial: Attila Csihar (vocais), Jørn “Necrobutcher” Stubberud (baixo) e Jan Axel “Hellhammer” Blomberg (bateria). Morten “Teloch” Iversen (do Nidingr) e Charles “Ghul” Hedger (do Imperial Vengeance e ex-Cradle Of Filth) ocupam o vácuo deixado pelo guitarrista Øystein “Euronymous” Aarseth, assassinado por Varg Vikernes (Burzum) em 1993.

Os cinco subiram ao palco do Teatro Odisséia às 20h e abriram com intensa “Funeral Fog”. Depois de uma breve vinheta veio a épica e sinistra “Freezing Moon”, uma das preferidas dos fãs, emendada na “Cursed in Eternity”, que lembra, em seus riffs repetitivos, uma versão satânica de “Saviour Machine” de David Bowie. Em três músicas, o Mayhem mostrava uma intensidade impressionante.

O público esperava as músicas do De Mysteriis Dom Sathanas, mas ganhou um bis com os três melhores momentos do EP Deathcrush, lançado em 1987: “Deathcrush”, “Chainsaw Gutsfuck” e “Pure Fucking Armageddon”. Fim da missa negra.

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