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Revolução Mulher.

Os maiores índices de pobreza no planeta são formados por contingentes de mulheres. Existe uma FEMINILIZAÇÃO da pobreza. E vemos isso a cada dia dentro do cenário de países atingidos por guerras, em que mulheres são alvo da forma de violência mais sórdida praticada, da parte de brigadas de soldados e de invasores.

Nesses casos mães são sempre as que permanecem ao lado de seus filhos pequenos em regiões conflagradas, ao contrário de homens que as abandonam e a suas famílias, ou que morrem em conflitos diretos nessas guerras.

Vemos essa feminilização da pobreza também na exploração econômica de recursos naturais nos países sul americanos e africanos, que levam à destruição de culturas locais, à desagregação familiar favorecendo surgimento do mercado de exploração sexual de meninas e de mulheres. Quadro muito conhecido a exemplo de regiões de garimpo e de áreas de instalação de grandes barragens no Brasil.

Há ainda por cima, a pobreza, com a violência direcionada à mulher negra de comunidades de periferia que ocorre também, na forma de salários mais baixos, na falta de acessibilidade urbana, no desemprego, na violência policial aberta contra nossos filhos. No racismo e na humilhação.
Importante pontuar que pobreza é uma forma de violência.

Por tudo isso é muito importante que mulheres se vejam como uma categoria com muito a perder frente os cenários cada vez mais conflagrados e mortíferos, desencadeados pela agenda neoliberalista. Que reconheçam a si mesmas. Que questionem fortemente a configuração desses mundos caóticos, ensurdecidos a nossas dores, buscando ver a si mesmas na imagem e na força de nossas mães yabás ancestrais; nossa força espiritual primordial. Em guerreiras como Acotirene, Luiza Mahin e nas rainhas Candace etíopes.

Saber que sem as trabalhadoras, mães, artistas, cientistas, professoras… não se viabiliza a porcaria da sociedade contemporânea.

Se hoje mesmo todas as mulheres do mundo todo resolvessem parar; o mundo deles entraria em um belo colapso.

Mas nossa capacidade produtiva vai muito além de uma mera questão de economia. O sistema imperialista, alicerçado no patriarcado e no racismo, sabe de nossa força quando nos posicionamos e lutamos por nossos direitos, quando atingimos altos escalões de empresas e começamos a desempenhar um papel significativo na política dos países. Assim, utilizam mecanismos como a publicidade e a propaganda para nos fazer perder tempo e dinheiro buscando uma aparência impossível /inatingível. Recriminam nosso corpo, hipersexualizando-o, adoecendo nosso psicológico. Quantas meninas e mulheres com ódio do próprio corpo? Quantas agora enfrentando depressão? Quantas arriscando suas vidas com medicamentos e com os fármacos envenenados que a indústria deles nos vendem?
Existe uma agenda direcionada às mulheres como forma de impedi-las de dominar seus espaços e direcionar o dinheiro dos países para causas humanas proibindo guerras, indústria bélica e colonização forçada. Exatamente o oposto do que convém ao imperialismo patriarcal assassino. Além disso, mulheres negras vivenciam o flagelo do racismo onde se justificam os lugares e castas sociais. Criando e reforçando o discurso da inferioridade de um ser humano através de seu fenótipo.

O maior poder do sistema patriarcal é o poder de nomear. De dizer quem é e quem não é. Quem pode e quem não pode. Categorizar através da linguagem a rica, a puta, a mãe de família. Instaurar o discurso de inferioridade e de superioridade. Nós mulheres precisamos retomar esse poder. Deixar de acreditar nos rótulos que a sociedade machista nos impõe e que faz com que nos coloquemos umas contra as outras. Precisamos usar nossa intuição; deixar de ser manipuladas pela indústria, pelos padrões de beleza eurocêntricos. Vamos nos ouvir mais entre nós e acreditar em nossa palavra. Votar e eleger mulheres. Ensinar a outras mulheres. Voltar a estudar a obra de mulheres negras, escutar nossas irmãs anônimas; da área da saúde; mulheres quilombolas, indígenas, professoras, militantes.
Precisamos e devemos encontrar nossa força de resistência em nós mesmas e em outras mulheres.
Quando saímos da periferia e ocupamos espaços de nossa cidade,quando fazemos rap e grafite, quando ensinamos e aprendemos com outra mulheres, há uma mudança ativa direta que mexe com a vida de todas as pessoas. E isso vai ser sempre assim, a partir de agora, porque todas as outras portas ruíram atrás de nós e as escolhas são cada vez mais restritas. Não temos mais volta.

Bora lá construir juntas nossa resistência junto com a nossa felicidade, gurias!

por Angela Kerber.

Sou a Camila Souza. Estudante de Direito, ex estudante de Letras, professora de inglês e literatura, sagitariana e tomo chá mesmo no verão.

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